“Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.” Mateus 5:41
Nos tempos de Jesus, os romanos ocupavam o país e seus soldados tinham o direito de requisitar a primeira pessoa que passasse para carregar seu equipamento — mais de 40 kg! — por uma distância de mil passos. Essa prática parece ter origem dos persas que, sob Ciro, desenvolveram o primeiro sistema postal da História, estabelecendo pontos de troca onde os mensageiros trocavam os seus cavalos. Se o mensageiro que devia dar continuidade ao correio faltasse, qualquer pessoa que passasse perto do ponto de troca poderia ser requisitada para realizar a próxima viagem. Devido ao peso de seu equipamento, os romanos limitavam a distância a mil passos, mas quem não abandonava imediatamente a sua atividade para obedecer ao soldado que lhe pedia para carregar seu ‘fardo’ estaria certamente com problemas! Podemos nos perguntar por que Jesus recomendou dobrar a distância exigida pela lei romana. Seria para encorajar os Seus seguidores a demonstrar uma generosidade extra? Ou, como John Bunyan, autor do ‘O Peregrino’, escreveu: ‘Você não viveu verdadeiramente hoje se deixou de fazer algo por alguém que nunca poderá retribuir.’ Jesus queria dizer que aqueles que desejavam tornar-se Seus discípulos deveriam abdicar de si mesmos, de seus próprios interesses, para se tornarem fontes de bênçãos para os outros? Ele acrescenta: ‘Amai os vossos inimigos… Então sereis filhos de vosso Pai que está nos céus, pois Ele faz o Seu sol nascer sobre maus e bons…’ Os teólogos falam da ‘graça comum’ para definir essa demonstração de amor divino universal, pois Deus jamais deseja a destruição do perverso, mas sim a sua conversão. Ele não nos incentiva, assim, a demonstrar para os outros, até nossos inimigos, o mesmo amor universal, seja para nossos vizinhos, colegas, chefes, ou qualquer pessoa que passe por nós?

Laisser un commentaire